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O Livro do Juízo Final, de Connie Willis #Resenha

o livro do juízo final connie willis resenha suma de letras blog leitora compulsivaTítulo: O Livro do Juízo Final

Série: Oxford Time Travel #1

Autor(a): Connie Willis

Editora: Suma de Letras

Ano: 2017

Páginas: 576

Tradução: Braulio Tavares

Sinopse: AQUI 

Download do 1º Capítulo: AQUI

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No mês de junho desse ano, a Suma de Letras anunciou o lançamento de O Livro do Juízo Final, da premiadíssima autora Connie Willis. O livro ganhou uma edição lindíssima em capa dura e eu, que adoro uma boa ficção científica, pedi logo meu exemplar pela parceria!

E sabem o que aconteceu?! Eu queria tanto ler esse livro que fiquei procurando o momento perfeito para fazer a leitura… E o tempo foi passando e nada do momento perfeito aparecer! Antes que o ano acabasse, desisti de esperar mais e me joguei nessa leitura, mesmo no meio da correria!! Rs…

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Sobre o que é “O Livro do Juízo Final”?

A história de “O Livro do Juízo Final” se passa no ano de 2054 e tem com cenário a Universidade de Oxford, no Reino Unido, onde as viagens no tempo são usadas por professores e alunos para aprofundamento dos estudos sobre as mais diversas épocas do passado. Nem todas elas, no entanto, estão abertas à visitações, porque apresentam grande risco aos viajantes.

O sonho de Kivrin sempre foi viajar para o período Medieval e se preparou ao longo de anos para isso. Estudou o inglês apropriado, aprendeu a tecer, a usar ervas medicinais, a cavalgar… A única coisa que impedia Kivrin de realizar esse sonho era o fato de que e era Medieval era perigosa demais e por isso os saltos temporais para lá não eram permitidas.

Mas então, às vésperas do Natal, o diretor da Universidade decide viajar e deixa o inescrupuloso professor Gilchrist, do Brasenose College, como seu substituto. Gilshrist não perde tempo e altera a classificação de periculosidade da Idade Média, autorizando assim o salto de Kivrin. Tudo é feito às pressas e sem uma preparação adequada. No entanto, o único que parece se preocupar com isso é o Sr. Dunworthy, professor de história no Balliol College. Ele tenta convencer a todos que o salto é uma loucura, mas ninguém lhe dá ouvidos.

O salto é realizado e Kivrin é mandada para o ano de 1320. Em princípio, o salto parece ter sido um sucesso, até que o técnico responsável pelas coordenadas adoece gravemente, impossibilitando a verificação de possíveis desvios e ameaçando o retorno da jovem a seu próprio tempo. A única coisa que  técnico consegue dizer antes de ser internado é que há algo de errado.

A chegada de Kivrin a Idade Média é cercada de incertezas, mas ela consegue se estabelecer em um pequeno vilarejo, sob a desculpa de ter sido assaltada, ferida e ter perdido a memória. O problema é que Kivrin estava desacordada quando foi levada ao vilarejo e não tem ideia de onde fica o local do salto. Se quiser voltar para casa, ela precisa estar no mesmo lugar duas semanas depois, quando a rede temporal se abrir novamente, mas essa não será uma tarefa fácil.

Enquanto Kivrin tenta sobreviver na Idade Média, rapidamente os habitantes de Oxford começam a adoecer e uma epidemia se instala da região, que acaba por ser isolada e colocada em quarentena. Sobra para o Sr. Dunworthy a tentativa de manter todos calmos, alojados, bem alimentados, enquanto ainda ajuda os médicos a encontrar a origem da doença e faz de tudo para descobrir o que aconteceu de errado no salto de Kivrin.

O que esperar desse livro?

Quem é que nunca sonhou com a possibilidade de viajar no tempo?? Seja voltar ao passado para corrigir algum mal, seja dar uma conferida no futuro para saber como estarão vivendo as pessoas por lá… Essa ideia sempre permeou o imaginário das pessoas! Não é à toa que a literatura e o cinema já exploraram tanto o tema das viagens no tempo!!

E eu que sou uma pessoa que não perde nenhuma reprise de De Volta Para o Futuro e que larga tudo para ler um novo volume da série Outlander, não poderia perder “O Livro do Juízo Final”, ganhador dos prêmios Nebula e Hugo, concedidos aos melhores trabalhos de ficção científica ou fantasia, e que já se tornou um clássico entre os fãs dos gêneros!

Apesar de ter sido lançado nesse ano aqui no Brasil, o livro foi originalmente publicado em 1992, o que significa que ele traz duas viagens no tempo em uma só, já que a história se passa tanto no ano de 2054 quanto no ano de 1320. Rs… Tanto a reconstrução do passado quanto suas projeções para o futuro são impecáveis e a autora fez um trabalho formidável nesse sentido. É claro que alguns leitores vão perceber que os personagens não tem celulares e smartphones (o que poderia ter ajudado demais o pobre do sr. Dunworthy), mas é por isso que vale lembrar que o livro foi escrito há mais de 25 anos! rs…

E falando em Sr. Dunworthy, ele é o grande herói dessa história toda. Um homem íntegro, que tenta colocar juízo na cabeça das pessoas e é o único que parece preocupado com esse salto para a Idade Média. Quando a epidemia se alastra por Oxford, sobra para ele a missão de coletar dados sobre os doentes, arrumar abrigo para as pessoas, cuidar do neto de uma das médicas e ainda correr atrás de alguém que possa checar os dados do salto de Kivrin. E ele faz tudo isso com uma classe tipicamente inglesa, sem se alterar, sem xingar ninguém e nem mesmo mandar as pessoas catarem coquinho!! Rs…

Outro destaque vai para Kivrin, que deixa o orgulho de lado e logo assume que se meteu em uma grande confusão. Mesmo assim ela não desiste e, mesmo que tudo esteja dando errado, ela se mantém firme em sua missão. E em pouco tempo ela se apega às pessoas à sua volta e faz o que pode para ajudá-los, mesmo quando isso parece impossível!

Toda a trama criada por Connie Willis é fantástica e surpreende pela originalidade. O começo da narrativa pode parecer um pouco confuso porque tem muitas informações, mas não desistam, porque tudo começa a fazer sentido e a história flui super bem.

Sobre a autora e seus outros livros…

Connie Willis é uma escritora estadunidense e faz parte do panteão de grandes autores de ficção científica e fantasia, sendo uma das mais prestigiadas e premiadas escritoras, com sete prêmios Nebula e onze prêmios Hugo – os mais importantes do gênero. Em 2009 foi incluída no Hall da Fama da Ficção Científica. Atualmente ela vive no Colorado com a família. 

Seus trabalhos mais conhecidos se passam no mundo dos historiadores de Oxford — O Livro do Juízo Final é o primeiro deles, seguido por To Say Nothing of the Dog e Blackout / All Clear

Apesar da autora ser super premiada, O Livro do Juízo Final é a sua primeira obra publicada aqui no Brasil. O único outro trabalho dela que pode ser encontrado é um conto na coletânea chamada O Príncipe de Westeros e Outras Histórias, organizada por George R. R. Martin e Gardner Dozois. 

 

14 comentários sobre “O Livro do Juízo Final, de Connie Willis #Resenha

  1. rudynalva

    CAmis!
    Deve mesmo ser fascinate um livro que traz um enredo no futuro, querendo estudar o passado e acaba dando tudo errado.
    Amo livros sobre viagem no tempo e mesmo com suas ressalvas a respeito do livro poder ser um pouco menor, gostaria de poder fazer a leitura.
    Fã de ficção já sabe como é, né? Tem que ler para crer…
    Uma semaninha abençoada na paz do Senhor !
    “Para ganhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.” (Carlos Drummond de Andrade)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA dezembro 3 livros + 2 Kits papelaria, 4 ganhadores, participem!

  2. Kelly Alves

    Oi Camis!!!
    Confesso que estava enlouquecida por esse livro, mas até a metade pra mim foi uma sofrencia danada kkkkkkk eu queria tanto bater no técnico que não falava nada com nada kkkkkk. De todos os personagens meu preferido foi sem duvidas o neto da Dra, dei muita risada com ele. Depois acabei pegando no ritmo e gostando muito da leitura, a lição de amizade e tudo que a Krivin passa tentando ajudar os aldeões foi emocionante!!

    Beijokas

  3. Carla

    Oie!
    Confesso que não sabia muitos detalhes sobre essa trama, e gostei muito sobre os detalhes da viagem no tempo. Claro que vou ficar um pouco confusa no início da história, mas acredito que vou gostar.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

  4. Ana Paula Medeiros

    Oi! Simplesmente A-MEI a premissa da história! Também adoro ficção científica e essa questão de volta para o futuro faz bastante um dos meus gêneros favoritos. Fiquei bem curiosa aqui e vou adicionar à minha lista. Amo as publicações da Suma e essa edição está lindona.
    Beijos!

  5. Rafaelle Vieira

    Oi, Camila!
    Não conhecia o livro, mas como gosto de tramas medievais e sobre viajem no tempo acho que talvez a leitura me agrade, mesmo não tendo tanta afinidade com ficção científica. Vou anotar a dica e arriscar a leitura assim que der.
    Beijos,
    Rafa – Fascinada por Histórias

  6. Leticia Ramos de Mello Oliveira

    Olá, Camila!

    Fiquei impressionada com essa trama! E com a Connie não ter previsto celulares em 92 tão bem quanto Gene Roddenberry na série clássica de Star Trek! Eu sempre penso com o que uma mudança no passado pode afetar o presente e acho que a Connie apostou na tese dos pontos fixos no tempo, como ocorre em Doctor Who, pois se permite fazer essas viagens, mas se esses pontos não forem mudados, nada vai ser mudado no futuro. Então faz sentido de a Idade Média ser considerada perigosa, afinal, era uma era cheia de conflitos, doenças e lutas de poder que podem muito bem ser alteradas pela viagem no tempo.
    Alias, considerando que só escrevi esse comentário em janeiro, devo dizer que a Suma vai lançar outro livro da Connie em 2018 que se chamara em português “Interferências”. Não sei pelo nome em português se é um dos livros que se passam na Oxford, mas promete ser arrebatador.

    Um abraço!

  7. Mary

    Oláa.
    Confesso que não sou uma leitora assídua de ficção cientifica, não que eu não goste, apenas não costumo ler muito. Mas li muitos positivos sobre esse livro desde o lançamento, sempre que eu ouço falar muito de um livro, fico curiosa para ler, mesmo que eu não leia logo que é lançado eu acabo lendo depois.Esse eu acho que esse será um desses.

    1. Camila - Leitora Compulsiva Autor da Postagem

      Oi, Mary.
      Apesar desse livro ser classificado como ficção científica, ele é bem tranquilo de ler por quem não está acostumado muito com o gênero. Na verdade, tirando a ciência envolvida na viagem no tempo, o livro é bem tranquilo! Espero que tenha a chance de conhecer essa história!
      Beijos

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